Rogério Skylab – Entrevista
fevereiro 3rd, 2010 | Publicado em destaque, ouvir | 10 Comments
Por Felipe Melhado e Paula Cantieri
Skylab fala sobre Fora do Eixo, Walter Benjamin, Arrigo Barnabé, Fátima Bernandes…
Pleno Grêmio Recreativo Literário Londrinense: Rogério Skylab, Felipe Melhado e Paula Cantieri se afastam do palco onde a banda passa o som e vão em direção a área das churrasqueiras. “Tem que ser mais longe, aqui o som tá muito forte”, diz o músico. Banquinhos desconfortáveis de concreto e mosquitos chupando nosso sangue, inoportunamente quase entrando na boca do entrevistado. Em um calor insuportável, no dia da sua apresentação na nona edição do Festival Demosul, Skylab criticou, opinou, ofendeu.
A Rotativa: É a segunda vez que você toca no Demosul. Como é pra você fazer parte deste circuito de festivais independentes?
Rogério Skylab: Eu acho que a grande revolução neste país, em termos de cultura alternativa, tá justamente nestes festivais de música independente, é este movimento Fora do Eixo, que nós do Rio de Janeiro e São Paulo infelizmente não temos idéia do que é isto. Eu até tava falando isto com o Luís, que faz parte da Braço Direito. O problema é que parece que este movimento não é muito talhado pra ser bem sucedido numa cidade grande. Porque a característica da cidade grande, que é o espírito do capitalismo, é de fragmentar. Então pra você fugir dessa dispersão é muito complicado. Eu acho que em uma cidade pequena, mais ligada ao interior, esta filosofia do Fora do Eixo tem tudo a ver, não é, cara? Então você vê até a questão da economia solidária, que é uma coisa absolutamente maravilhosa. Isto é uma coisa novíssima e isto tem que ser colocado. Eu tenho um blog que é o www.godardcity.blogspot.com, em que às vezes eu tenho feito isto. Eu fiz uma entrevista esses dias com o pessoal do Goma lá de Uberlândia falando justamente sobre tudo isto: sobre economia solidária, o circuito Fora do Eixo, festivais independentes e tal. No meu blog eu sempre abro espaço pra esse tipo de coisa, entendeu? Infelizmente na grande imprensa não se tem a cobertura devida, entendeu?
Assista ao vídeo com Rogério Skylab, produzido pelo Coletivo Alona durante o Demo Sul 2009:
AR: Você acha que os músicos têm aproveitado esta liberdade de produzir de maneira independente para explorar novas sonoridades?
RS: Aí são duas coisas diferentes em questão. Uma é a maneira como se produz, e outra é a qualidade do produto. Isto está em Marx, isto está na teoria marxista: esta crença de que se alterando os modos de produção, altera-se também a qualidade do que se produz. Mas não sei, porque fazer algo de valor artístico não depende só disso. Tem bandas que aproveitam sim, como é o caso do Macaco Bong. Eles conseguem utilizar isto a favor deles. Mas realmente não tem muita gente mesmo. É uma questão complicada.
AR: E você sempre teve sua carreira ligada a este meio independente, desde o Setembro Negro, não é?
RS: Eu faço parte de uma geração de músicos dos anos 80 que foram relegados pelas grandes gravadoras. Elas precisavam de músicos de rock e aí elegeram alguns como o Titãs e os Paralamas do Sucesso, por exemplo. O chamado “Rock Brasil”, entendeu? E eu faço parte de um grupo de artistas que não foram incorporados às grandes gravadoras nesta época. Muita gente foi relegada, como um pessoal do Rio Grande do Sul, como o Frank Jorge, por exemplo, e o Marcelo Birck, que fez parte de uma banda muito importante chamada Graforréia Xilarmônica.
AR: Mas essa geração relegada dos anos 80, de certa forma foi incorporada a este circuito de festivais independentes atual, certo?
RS: Sim. Tem um escritor alemão que eu gosto muito chamado Walter Benjamin. Ele dizia justamente isto: as idéias que não deram certo, que foram jogadas para o segundo plano, essas idéias não morrem. Elas, de uma certa forma, vão se rearticular e vão estar presentes de alguma forma, entendeu? Eu acho que o movimento independente hoje, ainda que tenha bandas novas surgindo, traz bandas das antigas e que na verdade iniciaram este movimento. Pessoas que foram relegadas a segundo plano por causa do Rock Brasil que é este rock que tá aí, na história. O Benjamin falava isso, que os movimentos históricos relegados a segundo plano não estão mortos não. Eles se re-articulam e voltam, e talvez voltam até com mais força. Eu acho que o movimento Fora do Eixo é um exemplo disso.
AR: E você acha que é a partir desta re-configuração que sua carreira ganha mais visibilidade ou qual seria o momento em que você se projeta como músico?
RS: Cada caso é um caso. Eu tô falando em uma visão geral, desse pessoal relegado, mas evidentemente cada caso é um caso. Você tem que ter uma perspectiva geral e uma perspectiva individual. No meu caso, eu fui muito divulgado pelo programa do Jô Soares, na TV Globo. Foi a partir daí que eu tive uma visibilidade, uma projeção nacional. O que não me garantiu, de forma nenhuma, um status quo de uma grande gravadora e coisa e tal porque eu não venho por essa geração que foi a grande favorecida, a geração privilegiada como a turma do Herbert Vianna. Eles são privilegiados porque ganharam muito dinheiro. E depois as gravadoras resolveram não investir mais no rock e acabou! Então esses daí ganharam, se deram bem, e os outros tão fodidos! Entendeu, cara? Então é isso: individualmente eu falo tranqüilamente que o que me deu mais projeção foi o Programa do Jô.
Mas uma coisa importante sobre meu trabalho, sobre o Jô Soares é o seguinte: eu fui lá mais de 8 vezes, lancei todos os meus discos lá. E uma conseqüência é que as pessoas, em função disso, acabam tendo uma visão deturpada do meu trabalho, entendeu? Muitas pessoas ainda associam o meu trabalho com um trabalho de humor, por exemplo. Mas ele não tá ligado a isso. Mas é que a produção do programa explora esse lado. As músicas que eu canto lá são escolhidas pela produção do programa, eu não tenho liberdade pra escolher. E poder participar em festivais é a oportunidade de mostrar como é de fato o meu trabalho, que tá ligado à experiência de som. Entendeu? Isto sempre esteve presente no rock’n’roll, mas é muito forte também esta questão da pose. As pessoas fazem pose o tempo todo e o som da banda é fraco. Mas eles escamoteiam o som através da pose. Ela passa a ser mais importante que o som. Então você percebe muita pose, muita mise-en-scène, e pouca música. Esse é um problema. Muita pose e pouco som me deixa chateado, porque eles estão sendo hipócritas. Eles estão escamoteando. Eles estão enganando! E enganam muita gente. A mim não enganam! A muita gente não enganam! Mas a mise-en-scène ainda engana muito, sacou?
AR: A partir do seu caso, dá pra dizer que a grande mídia é um canal válido pros artistas independentes?
RS: É, tem uma coisa interessante também. Você vai entender muito bem. Na rádio existe o seguinte: qual é a programação da rádio? Quais são os artistas que estão dentro da programação da rádio? Aí tá tudo bem, sua música vai tocar o tempo todo. Agora, nessa rádio, tem alguns programas que são alternativos, que abrem espaço para artistas que não fazem parte da programação da rádio. Então eu acho que os artistas têm que explorar esses espaços abertos na grade. Isto seja na televisão, seja na rádio.
AR: E falando sobre esta proposta de experiência com som. O seu som incopora vários gêneros, desde samba, heavy metal até o ska. Você acha que tem algum artista que se assemelha ao seu trabalho, em termos de sonoridade?
RS: Eu não posso te dizer um nome. Eu posso te dizer algumas referências que eu tenho na música. Mas sempre, desde o início, meu projeto foi esse na música. Fazer mistura de som, sabe? Fazer mistura. Eu acho que minha grande referência continua sendo Frank Zappa. Ele foi o cara que…que… Porque quando você faz esta mistura de som, de gênero, você meio que dá uma sacaneada na idéia de gênero, entendeu? Eu tenho por exemplo a “Música Para Paralítico”, que eu faço uma mistura de punk e bossa nova. Isto é você não ser tão formal e não ter esse respeito ao gênero. Eu acho que o Zappa foi uma das pessoas mais importantes nesse sentido. Só pra você ter uma idéia, ele é um cara que estudou música contemporânea com grandes músicos como Pierre Boulez, e tinha uma formação clássica, erudita, que era um negócio maravilhoso! E quando ele faz a música dele, ele faz questão que essa formação não se sobressaia. Você só vai perceber essa formação dele lá no fundo, entendeu? O Frank Zappa é um músico extremamente técnico, mas ele, quando ele compõe, ele sempre fez questão de botar a técnica em segundo plano. Aí eu coloco em contraponto o Arrigo Barnabé, que é outro cara que eu gosto pra cacete, mas o Arrigo Barnabé tinha esse problema. O Arrigo Barnabé sempre quis mostrar que ele domina a técnica. Ele domina. O Arrigo Barnabé sempre quis mostrar que ele é bom e ele é bom mesmo mas esse é o problema! O Zappa gozava até pra ele, fazia uma auto-gozação. Com ele ninguém podia, entendeu? Então pra mim ele é o maior músico do século XX, cara.
AR: Imagino que você já deve ter recebido várias ofensas por causa de suas letras. Elas te inibem ou te estimulam?
RS: Se me inibissem eu certamente não estaria aqui. Eu sou um músico que não sou muito ligado à ecologia. Eu sou uma pessoa urbana. Eu tenho achado os ecologistas muito chatos, e muito racionais. O que me incomoda é o racionalismo deles. É engraçado que a ecologia veio como um movimento de contestação ao movimento ocidental racional e eles acabaram se tornando tão racionais quanto. Essa é minha birra. E aí eu fiz muitas músicas falando de matadouro, entendendo uma natureza que não é racional. A natureza é selvagem, é ligada à violência dos animais. Na natureza não há compaixão. Os ecologistas não compreenderam isto ainda. Na natureza há porrada! Você tem que tentar se defender do animal mais violento. É uma luta que não existe moralismo. E os ecologistas têm um moralismo muito romântico. Então eu sofri muito. E tem uma outra abordagem do meu trabalho que é a questão da mídia, dos personagens públicos, não é? Então eu citei nominalmente pessoas públicas na minha música e isto me gerou problemas. Mas eu tinha que citar, eu tinha que dar nomes aos bois. Então eu falei de Ana Maria Braga, falei de Mário Covas, falei de Chico Xavier. Pra mim era fundamental citar os nomes, senão não era a mesma coisa.
AR: Teve alguma ofensa memorável em sua carreira?
RS: Cara, eu tenho uma da Fátima Bernardes. Eu fiz uma música chamada Fátima Bernardes Experiência, que eu invento uma Fátima Bernardes andando de bicicleta, uma Fátima Bernardes com corrimento, uma Fátima Bernardes com a pica dura. Era uma Fátima Bernardes ficcional, mas pra mim era muito importante citar ela, porque ela representa este personagem que é neutro, que é de matéria plástica. A minha questão era de botar alguma coisa de humanidade, colocar sangue na pessoa.
AR: De que maneira a sua vida e seu cotidiano no Rio de Janeiro te influenciam na hora de compor letras? Como é isto?
RS: Eu acho que cada músico é filho de seu tempo e de seu lugar. Dentro do seu tempo e do seu lugar, entendeu? Nesse sentido eu não acredito muito em eternidade. Por exemplo o som dos Titãs já está acabado! Morreu há muito tempo, não tem como. Eu compreendo porque morreu, porque morre mesmo! Não dá! Morre! Então cabô, entendeu? Por exemplo, eu acho Cabeça Dinossauro um dos discos mais geniais do rock dos anos 80, né? Mas é um disco que se você ouvir hoje, você pode até perceber uma certa grandiosidade, mas é fruto de uma época. Eu acho que não há como nós artistas lutarmos contra o tempo. Eu mesmo vou estar decadante, e qualquer um que é grande hoje. Vamos pegar o Macaco Bong: vai estar morto em uma época. Então quando você fala do Rio de Janeiro, por exemplo, cara, o meu trabalho é um trabalho ligado ao Rio, entendeu? A minha música é ligada, e não é porque eu quero não, é naturalmente! Eu nasci lá, vivi lá. Aos 5 anos de idade eu fui ao Maracanã ver o meu primeiro jogo de futebol. Futebol, por exemplo, pra mim é uma coisa muito forte, tá me entendendo? Então eu sou uma pessoa… Eu sou filho do Rio de Janeiro. Eu agora gravei o Jô Soares e dois dias depois eu fui gravar o ShowLivre, que é uma coisa que tem lá em São Paulo. É uma coisa muito bacana, tá lá: www.showlivre.com.br . Você vai ver lá: 11 músicas que eles gravaram eu cantando e, cara, você ouvir as 11 músicas, cara… Eu realmente me dei conta. Não tem nada mais carioca que isso.
AR: Você lançou um livro de sonetos em 2006. O que você costuma ler? Quais são suas maiores referências literárias?
RS: Ah, quando você fala isso, eu penso que a literatura é tão importante pra mim que quando alguma pessoa me pergunta: “qual é a tua referência musical?”, eu cito: Silvio Santos e James Joyce. Quando eu faço essa mistura você já consegue entender o que eu quero dizer, né? No tipo de música, no tipo de literatura e tal. É justamente unir a tradição, o eruditismo com a coisa de massa, a coisa popular, a televisão e tal. Tanto que na minha música muitos personagens televisivos estão presentes. Então na literatura uma das grandes referências pra mim é James Joyce. Eu cito esses 4 grandes: Joyce, Kafka, Henry James… e Proust. E realmente… Aliás, a música pra mim foi uma curva que eu peguei no caminho! Peguei um desvio assim, e fui! E quando eu achei este desvio eu falei “é a minha”, e fui até o final. Mas o meu campo de interesse original sempre foi a literatura. Sempre.
AR: Isto tem a ver com a sua formação, não é?
RS: Sim. Sou formado em Letras e Filosofia na UFRJ.
AR: E apesar de se ocupar com a música e trabalhar bastante com ela, você ainda tem planos de escrever mais?
RS: Tenho. Eu tenho um livro de contos, que já tá pronto, tou tentando viabilizar a edição dele. E eu publiquei esse, o “Debaixo das Rodas do Automóvel” pela Editora Rocco, uma editora bem famosa com uma distribuição a nível nacional. E é um livro só de sonetos.
AR: Em 2009 você lançou dois álbuns e um DVD. Trabalhar muito ajuda ou atrapalha no processo criativo?
RS: Eu sempre trabalhei muito, mas eu procurava manter a média de um disco por ano. Toda série dos Skylabs foi assim, é um disco por ano. Esse é que foi um ano atípico, porque além de ter lançado o Skylab IX, que é o penúltimo da série, eu produzi mais dois discos. Um foi o Skygirls, que foi um disco com umas meninas cariocas. É um disco bem feminino, é um disco que tem uma estética lésbica e tal, enfim, é uma outra história. Até o som é diferente. É um som mais eletrônico, sabe? E o outro trabalho que eu fiz foi o Rogério Skylab e a Orquestra Zé Felipe. O Zé Felipe é um garoto, um baixista da banda carioca chamada Zumbi do Mato. E nós trabalhamos juntos e nesse disco tem muito da estética do Zumbi do Mato, que é também uma grande referência pro meu trabalho.
AR: Você toca muito em cidades do interior?
RS: Toco muito. Aliás é uma coisa incrível. Eu tenho tocado pouquíssimo no Rio de Janeiro, é raro eu fazer show lá. Porque o Rio de Janeiro infelizmente vive uma decadência econômica muito grande, entendeu? E os festivais do Fora do Eixo, por exemplo, são um grande sustentáculo. E vai se tornar cada vez mais! Vai ser cada vez mais a forma de você poder se apresentar. O Rio de Janeiro tá reservado pras grandes produções. Pros globais tipo Ivete Sangalo. O Canecão, que é um reduto tradicional do Rio de Janeiro tá reservado pra eles… Fora isso, pros de médio e pequeno porte, o Rio de Janeiro não existe. Então eu tenho feito muito pouco show lá. São Paulo pra mim é um mercado espetacular. Todos os meus discos eu lancei no Centro Cultural São Paulo que é ligado à Prefeitura de São Paulo. Esta é realmente uma base pra mim.
AR: E qual é a sua impressão sobre as cenas musicais do interior?
RS: Excelente! Eu tive agora há pouco tempo em Uberlândia, e tive no Goma… Fiquei impressionadíssimo, entendeu? Já fui contactado pra tocar no Acre. A gente já sabe quais são os estados que mantém esse circuito Fora do Eixo. Acre, Cuiabá, né. Eu tenho feito muitos shows nesses lugares e tenho gostado muito.
AR: E você tem alguma impressão sobre a cena londrinense?
RS: Eu já toquei em Londrina, né. Toquei no Demo 2006. Foi na época que veio o Bidê ou Balde e toquei numa chácara, né? Acho legal. Eu tive conversando com o pessoal da Produtora Braço Direito e eles querem fazer também uma moeda alternativa, então acho isso maravilhoso! Esse é o caminho mesmo. É a grande lição que o interior tá dando pras grandes cidades. Aliás, essa idéia de Fora do Eixo é perfeita. Achei ótima.
Só que agora é aquela história né: mesmo no Fora do Eixo tem festivais e tem festivais. Tem uns super maravilhosos e têm outros que eu não vou. Eu quero dizer o seguinte: o pessoal Fora do Eixo não tem o pensamento idêntico não, entendeu? Existem diferenças. Eu acho por exemplo que o pessoal de Londrina, o pessoal de Cuiabá e de Uberlândia tão muito afinados. Mas eu não vejo muita relação desses com o pessoal da Monstro, de Goiânia.
AR: Em que sentido?
RS: No sentido até da forma de tratamento dos artistas, entendeu? Eu já vi posturas da Monstro que eu achei muito escrotas, babacas. Assim: você valoriza muito uma banda internacional e não valoriza tanto uma banda nacional. Isso na década de 80 era até compreensível porque nós não tínhamos uma experiência muito grande, não é? Então vinha o Rock In Rio, e é lógico que as bandas internacionais tinham um tratamento diferente. Eu me lembro muito bem do Lobão que não entrou no palco quando viu que a equipe de som dele não era a mesma dos estrangeiros. Ele se recusou a entrar no palco. Isso na década de 80 é até compreensível, mas hoje não se compreende mais porque o Brasil tá inserido dentro desse grande cenário mundial, então não tem essa de ter um tratamento diferencial. Então eu vi umas posturas meio que babacas do pessoal da Monstro. E também meio capitalistas assim… E no entanto eles estão ligados ao movimento Fora do Eixo, né? Então novamente aquele negócio: visão geral e visão particular. Tem diferenças de postura entre um e outro ainda que estejam ligados ao movimento Fora do Eixo. E a gente tem que pensar bem esse negócio. Por exemplo, em Goiânia tem outra produtora que é a maravilhosa, que é a Fósforo, cujo principal mentor é o Pablo Kossa. Eles são sensacionais. Mas a co-irmã deles, a Monstro, não tem a mesma postura não.
Créditos:
Fotos por Pablo H. Blanco






fevereiro 4th, 2010at 8:27(#)
Excelente entrevista. Abrangente e interessante. Parabéns à A Rotatativa!!!
Paulo Sérgio Cantieri
fevereiro 4th, 2010at 18:43(#)
Também gostei, mas entenda-se Braço Direito (a.k.a Coletivo ALONA). Parabéns Felipe, Paula e toda equipe ROTATIVA.
fevereiro 5th, 2010at 8:37(#)
Ainda bem que ninguém pegou dengue nesse dia, pq a mosquitaiada tava brava! kkk
fevereiro 6th, 2010at 22:26(#)
Rogério certamente é um artista que me representa. Muito legal a entrevista!
fevereiro 6th, 2010at 22:37(#)
Skylab é um rapaz genial. ;D
fevereiro 8th, 2010at 10:38(#)
Excelente entrevista! O Skylab é uma das figuras mais criativas da cultura brasileira atualmente.
fevereiro 8th, 2010at 13:52(#)
Caro Skylab: as circunstâncias me levaram à circuncisão dos TAGs que para nada serviam ao meu ouvido maculado de real poesia. Mas aí encontrei uma nova leva de artistas que me levou a levitar por sobre os comuns… E você faz parte dessa lava lenta e constante, mar quente e pulsante dessa nova leva. Obrigado e parabéns. Abraços à ROTATIVA, também…
fevereiro 10th, 2010at 13:11(#)
Roda a roda A rotativa! Cultura conteporanea é isso ai…rockeiro falando sobre economia solidaria e tals…parabens pelo enfoque desta semana …obrigado a todos de A Rotativa e muita luz para Paulissima e pro Melhado..amos vcs…!
fevereiro 14th, 2010at 11:54(#)
Concordo com Skylab, é nos festivais de música independente do Brasil que está a grande revolução cultural … e os coletivos da rede Fora do Eixo na minha concepção é o topo e toda essa “revolução cultural” porque pensar coletivamente é crescer e andar pra frente. Uma pena que existam ainda produtores (as) que pairam em metodologias arcaicas, mercantilistas, centralizadoras e individualistas.
março 10th, 2010at 3:44(#)
[...] *Coincidência ou não, Rogério Skylab disse algo parecido numa entrevista realizada em Londrina, para a revista virtual A Rotativa. Veja aqui [...]