The Sopranos – 1999/2007
novembro 20th, 2009 | Publicado em olhar | 1 Comment
Por Luana Vignon
Porque você também acorda todas as manhãs Família Soprano
A séria criada por David Chase e exibida pela HBO em seis temporadas nos lança direto para o olho do furacão das relações humanas. Inseridos na rotina muitas vezes sacal da máfia ítalo-americana de Nova Jersey, somos obrigados a nos confrontar com questões delicadas que permeiam nosso próprio cotidiano.
Tony Soprano (James Gandolfini) é o personagem central da trama, acompanhamos sua trajetória dentro da famiglia e muitas vezes nos solidarizamos a ele, compartilhamos seus medos e inseguranças; mas o que faz de Tony Soprano um personagem tão carismático, apesar de ser um assassino brutal e com poucos escrúpulos? Acontece que Tony é humano, ele erra, se emociona, apaixona-se. É verdade que mata pessoas de vez em quando, mas isso não importa, porque a morte não tem tanto significado quanto a permanência da vida e é isso o que nos faz continuar ao lado de Tony, que como nós acorda todas as manhãs se perguntando se realmente vale a pena prosseguir.
É preciso dizer que os personagens secundários também têm uma importância crucial na história e não somente no sentido de alavancar a trajetória do protagonista, a sub trama dessa série é o que faz dela tão genial. Os melhores diálogos ocorrem no strip bar Bada Bing, no restaurante Nuovo Vesúvio e no “açougue” Satriale’s Pork Store (local favorito para a “desova”), no entanto, um dos pontos fortes da série é a delicadeza de certos silêncios ao longo dos episódios.
Destaque também para a trilha sonora impecável, que mereceria sem dúvida um copilação; em 2008 foi lançada no Brasil a caixa com a coleção completa, muitos extras e comentários, vale a pena. Com um excelente roteiro, bons atores, direção competente e trilha sonora de primeira, The Sopranos é uma das séries mais geniais da história. O tema de abertura não poderia ser mais apropriado: Woke up this Morning (Alabama 3):


dezembro 1st, 2009at 20:52(#)
Nada como uma poção de violência para nos sentirmos mais vivos. Sobre a arte não posso dizer muito, pois não conheço, mas com certeza vou conhecer.